Revolução francesa no séc.XVIII
Durante o séc.XVIII os avanços científicos, o progresso material e a relativa estabilidade interna fizeram diminuir a mortalidade e aumentar a população de 18 para 25 milhões de habitantes. Isso possibilitou a burguesia assumir a liderança econômica nacional, especialmente nas áreas mais dinâmicas, como a comercial, a financeira e a industrial.
Apesar do progresso econômico da burguesia esse resultado não apresentou correspondência no plano social e político. O pais continuava a organiza-se bob as normas herdadas do mundo feudal, impedindo o desenvolvimento tanto da burguesia como pelas camadas populares.
Diversos impostos eram cobrados, tais como a corvéia e a talha. Ao mesmo tempo, o clero e a nobreza continuavam a gozar de diversos privilégios, como o de senção de tributos. A frança permanecia estamental.
A manutenção das tradições feudais era garantida pelo estado regido pelos Bourbons mantido pelo intervencionismo econômico e pela autoridade absoluta dos reis. O antigo regime francês estimulava o descontentamento generalizado atraindo criticas e revoltas tais como.
- O absolutismo dos Bourbons: O rei Bourbons Luis XVI seguia a teoria do direito divino dos reis que julga decisões incolestáveis. No plano político o parlamento francês, chamado de estado geral ficou nativo desde 1614 permitindo ao rei governa livremente.
- O mercantismo: O controle estatal sobre a economia dificultava os negócios burgueses, já que os regulamentos, as taxações e as proibições só favoreciam o estado, que gastava uma quantidade monumental em dinheiro para manter o real e da nobreza deixando de lado os investimentos da sociedade. A burguesia prejudicada pregava o “Laissez fire”, a liberdade econômica.
- Privilégios feudais: O clere e a nobreza, os privilegiados da frança, compreendiam apena 500 mis pessoas, 2% dos 25 milhões de franceses.
A ordem do clero chamado primeiro estado era dividida em alto clero, os dirigentes da igreja (bispo e abades de origem nobre) e o baixo clero (padres e pobres monges de origem pobre). Por conter grande quantidade de terra estava isentos do pagamento de tributos.
A ordem da nobreza, o segundo estado, participava o rei com o controle político e dominava cargos militares e administrativos. Dividia-se em nobreza cortezã viva no palácio e recebia pensão do. Estado, nobreza provincial, que vivia dos tributos dos servos (talha, corveio, etc.) e nobreza toga que adquiriam o titulo de nobreza.
O terceiro estado era composto pela alta burguesia (banqueiros, industriais e grandes comerciantes). Baixa burguesia (pequenos comerciantes, funcionários públicos e profissionais liberais) e camadas populares (trabalhadores urbanos chamado de sans-cullotes, e trabalhadores rurais, que formavam 20 milhões de pessoas).
Sendo o único estado que pagava impostos carregava nas costas todo os custos administrativos, das forcas armadas, estrutura burocrática e do luxo da corte do palácio de Versalhes.
- A crise financeira: A guerra dos últimos bourbons resultara em prejuízos que colocou as finanças francesas em serias dificuldades.
A guerra dos sete anos acorreto em gastos monumentos e tirou também colônias importantes da frança (Canadá e índia, entre outras, passaram para o domínio inglês). A guerra dos EUA acelerou as dificuldades do governo Bourbons, endividando o pais. Esse quadro somado as custos obrigou o estado aumentar os impostos nacionais descontentando.
Agravando a situação, em 1786, o governo francês assinou um tratado comercial com a Inglaterra buscando adiar suas dividas com os crê dores do pais. O resultado de tratado foi catastrófico para a indústria nacional francesa dada pela concorrência dos produtos ingleses gerando inúmera falência e motivando os burgueses à oposição ao estado absoluto.
- O idealismo iluminismo: Há muito que os filósofos iluministas (Voltaire, Montesquieu e os enciclopedistas, Diderot e D’Alembert) mostravam pela razão a urgência da derrubada do antigo regime. Suas obras e criticas formaram as ideologias serviram de banheira para a explosão revolucionaria.
O inicio da revolução
A grave situação francesa piorava devido a adversidades naturais. Na grande seca de 1788, a falta de alimento espalha o clima de desespero e miséria. O rei Luis XVI para contorna a situação admite ministros. Estes ao tentar reformar a estrutura de impostos e dar fim privilégios são demitidos e origina a crise política. Assim aconteceu com os ministros das financias: turgot, necker e callone.
Como a crise estava crescendo, o rei Luis XVI readmite o banqueiro Necker para o ministério das finanças. A reassumir o cargo, Necker convocou o parlamento em recesso desde 1614 para o dia 5 de maio 1789.
O parlamento Frances, denominado estados gerais, era assim chamados porque nele achavam-se os três estados que compunham a sociedade francesa e cada estado tinha direito a um voto.
Ao abrir-se a reunião dos estados gerais, o terceiro estado, representado pela burguesia e o povo da votação por estados porque cada deputado teria a um voto. O terceiro estado esperava contar com alguns votos dos deputados do primeiro e segundo estado obtendo, a maioria absoluta sobre os votos das ordens privilegiadas.
O terceiro estado reuniu-se para jogar pela e, a 9 de julho com a participação de alguns membros de primeiro e segundo estado, fer-se o juramento da sala do jogo da pela. Os deputados reunidos não se separariam enquanto não redigisse e aprovasse uma constituição para a frança, se transformado, então, em Assembléia Nacional constituinte.
Enquanto isso Luis XVII tentava reunir tropas para anular a rebeldia dos deputados a us diversa manifestações populares de apoio a Assembléia Nacional. Em 12/07 Necker foi demitido e se confirmou as pretensões de estabelecer a ordem anterior.
Os populares esquivam-se, armazenavam armas e organizava a milícia de Paris, disposto a enfrentar as forças reais absolutistas.
Em 14/07 um numero de populares tomou a Bastilha onde costuma ter muitas armas e prisioneiro, mas estava quase desativada.
Para garantir o poder da assembléia nacional organizavam um exercito da revolução, a guarda nacional comandado pelo liberal Lafaxette.
A faze da Assembléia Nacional (1789-1792)
A tomada da Bastilha teve grande repercução dentro e fora da Fraca.
No campo, vários castelos, casas senhoriais e Abdias foram saqueados e incinerados por populares, destruído arquivo onde estavam registrados os direitos senhoriais, dando origem ao período do grande Medo.
Para resolver a crise financeira que se agrava o governo confisca os bens da igreja, através da constituição civil do clero.
Perante a turbulência política a nobreza emigra para as cortes estrangeiras e de La, prepara uma intervenção militar na fraca que pudesse fim a revolução.
Luis XVI decidiu fugir do pais e vai a procura do imperador da Áustria Leopoldo II, para obter auxilio na luta contar os revolucionários.
Saiu de paris secreta, disfarçado de criado de quarto e acompanhado pela família real. Na cidade de Varennes, foi reconhecido, detido e obrigado a voltar a Paris (21-6-1791).
Enquanto os populares exigiam a proclamação da republica, acusando o reio de traição á frança, o governo da assembléia afastou temporariamente Luis XVI do trono. As potências absolutistas temendo a revolução preparavam – se para intervir na frança fazendo a declaração de Pillnitz que proclamavam agir com urgência se a situação assim exigisse.
O ministro dos negócios estrangeiros da fraca, general Dumouriez, declara guerra a Austrália que mantém emigrantes em cárcere em seu território.
Mas o exercito Frances não estava preparado para a guerra sendo derrotado nos primeiros ataques próximo da fronteira.
Os prussianos juntaram-se aos austríacos e tinha como comandante o duque Brunswick eles marcaram em direção a paris. Na capital a Assembléia decreta a “pátria em perigo” (11-07-1792), organizando-se a resistência.
Em 10-08-1792, a Assembléia suspendeu o rei e encarcerou-o junto com sua família.
Em Valmy, no dia 20 de setembro as tropas revolucionarias obtiveram a primeira vitoria sobre o exercito de Brunswick.
Com a suspen cão sem efeito. Então organizara uma nova Assembléia constituinte chamada convenção.
A fase da convenção nacional
A primeira decisão da convenção foi aboli a realeza e a proclamação da republica (22-09-1782). Na convenção três grupos políticos antagonizavam-se:
-Girondinos: deputados representavam a alta burguesia e recebiam esse nome porque a maioria dos membros era procedente de uma região chamada Geronda. Dependia a consolidação da moderação revolucionaria. Como se sentava a direita no plenário da conversão foi chamado também de partido do direito.
-Planície: compostos também por membros da alta burguesia, não apresentava convicções políticas definidas, oscilando entre a moderação e radicalismo. Sentavam no centro da convenção.
-Jacobinos: grupo que congregava a pequena burguesia e os sans-cullotes tinha também seus mais conhecidos chefes extremistas Marat, Danton e Robespierre. Ocupavam lugar mais alto do plenário das convenções e eram também chamando de montanheses.
Nesse momento a revolução política era dominada pelos girondinos que cederam as pressões populares condenando o rei a morte e executaram-no em 21 de janeiro de 1793.
A execução de Luis XVI indignou os governos da Europa que, amedrontados, em seus reinos, do exemplo Frances organizou a primeira coligação militar contra a franca revolucionara.
Aliado a isso, vastas regiões províncias partidária deixaram de obedecer à convenção. Agravando a situação Marat é assassinada por uma jovem girondina, Charlotte Corday em julho de 1793.
Diante das dificuldades e da radicalização, a convenção adotou medidas emergenciais. Ficou pronta uma constituição, mas democrática o que a anterior, que suspende a constituição do ano 1 sem nunca ter entrado em vigor.
O governo revolucionário, liderado por Robespierre e Saint-Tust tinha o comitê de salvação publica que enfrentou derrotando-o.
Internamente, as regiões favoráveis ao rei foram dominadas e seus lideres foram mortos acusados de contra-revolucionário. Cerca de 35 mil pessoas tenham sido executadas no período chamado de Fase do Terro.
A violência revolucionaria provocou desentendimento entre os membros da convenção: de um lado se opunha ao terro Danton e Desmoulins e a favor do terro Hebert que desejava continuar a medida.
Houve um enfraquecimento no governa da convenção. Robespierre para si manter no poder toma medida extremista condena a morte na guilhotina Danton o líder dos moderados e Hebert um dos principais chefes radicais. Nem seus agregados eram poupados da guilhotina.
Os girondinos desfechavam um golpe contra Bobespierre. Os girondinos invadiram a conversão e tomaram o governo fraces. Robespierre condenado a morte na guilhotina e foi executado em julho de 1794.
O novo governo termidoriano pôs fim ao período radical da vevoluçao.
A fase do diretório (1795-1799)
Os dirigentes termidorianos criaram um governo Frances denominado diretório. Composto por cinco diretores.
No diretório opunham representantes de grupos antigos e rivais: a facção esquerdista (jacobina) liderada pelo jornalista Babeuf e a direitista (realista) defendia o restabelecimento da monarquia, na pessoa do irmão de Luis XVI.
Em 1795 os realistas tentaram tomar poder e foram derrotados. No ano seguinte foi a vez dos jacobinos tentando empregar a “ditadura dos humildes” e o líder Babeuf acabou preso e executado em 1797.
A franca necessitava de um governo forte que pacificasse o pais assegurando as conquista burguesas da revolução. Alguns mementos do diretório elaboraram um golpe de estado que levou ao poder o principal líder militar da franca Napoleão Bonaparte. Em 9 de novembro de 1799 (de 18 do mês brumario no calendário revolucionário). Napoleão Bonaparte derrubou o diretório e assumiu o governo Frances.
O golpe do 18 brumario encerrou a revolução francesa e iniciou a fase das conquistas burguesas.
Fonte: Historia Memorias vivas de Claudio Vincentino